ou se preferir:
FOLHETIM 29
Em Nelson Rodrigues, um teatro “desagradável”, Alain Ollivier, que encenou três textos de Nelson na França, ressalta a radical novidade dessa dramaturgia para o público francês.
Fernando Marques analisa, em Situações moralmente insustentáveis: humor e drama nas tragédias cariocas de Nelson Rodrigues, os mecanismos de comicidade nessas peças, apontando a peculiaridade do humor em A falecida e Toda nudez será castigada.
Nelson e a nudez, de Edélcio Mostaço, aborda Toda nudez será castigada a partir de quatro matrizes fundamentais para a obra de Nelson – o dialogismo dostoievskiano, o duplo pirandelliano, a memória proustiana e o melodrama.
Boca de Ouro, montado pelo Teatro Oficina, é o ponto de partida de Sílvia Fernandes em Oficina de Nelson, que atribui a modernidade de Nelson à
coexistência de gêneros, estilos e temas supostamente inconciliáveis.
Em Improvisando O beijo – A dramaturgia em movimento do Nova Dança 4, Silvana Garcia estuda a confluência de várias técnicas de improvisação na criação de Cristiane Paoli Quito para espetáculo inspirado em O beijo no asfalto.
O movimento da Valsa: entre a fábula e a estrutura, de Mariana Oliveira, enfatiza o trabalho com a articulação do texto de Valsa nº 6 e acompanha os desdobramentos desse enfoque na montagem da peça por Antonio Guedes.
Fátima Saadi acompanha em A crítica e Nelson a percepção dos traços inovadores da obra dramática rodriguiana por parte dos críticos de jornal.
Em Nelson Rodrigues nos Estados Unidos: estranha familiaridade, Cláudia Tatinge Nascimento tematiza a recepção de Nelson Rodrigues nos EUA, tomando como fio condutor Senhora dos Afogados e Pornographic Angel, por ela encenadas em Nova Iorque.
Na seção Em focoÂngela Leite Lopes discorre sobre seu trabalho de tradução do teatro de Nelson Rodrigues para o francês e sobre a relação entre a obra de Nelson e a de Novarina.
Crônica teatral: automeditação sobre uma poética desagradável, de Walter Lima Torres, evidencia, no discurso paratextual de Nelson Rodrigues – rubricas, crônicas e textos de programa –, um conjunto de comentários reflexivos do autor sobre sua obra dramatúrgica.
Em A precisão das falas e a concretude cênica em Nelson Rodrigues, Antonio Guedes discute a modernidade em Nelson, por meio da análise da estrutura narrativa de suas peças.
A entrevista Nelson por Antunes acompanha o trabalho do encenador sobre as peças de Nelson, desde a década de 1950, com ênfase no novo paradigma cênico proposto em Nelson Rodrigues o eterno retorno.