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FOLHETIM 28

As relações de ruptura e continuidade com os cânones dramatúrgicos são a linha mestra desta edição.

Em A irrupção do romance no teatro, Jean-Pierre Sarrazac constata, no teatro moderno e contemporâneo, a preferência pela circulação entre os modos épico e dramático e, em conseqüência, a inscrição do passado do relato no presente da ação.

Nomes, de Inês Cardoso Martins Moreira, trata dos jogos com os substantivos, comuns e próprios, que Gertrude Stein propõe em suas peças, em especial do termo play, em suas diversas acepções.

Silvana Garcia apresenta, em Dramaturgia nos processos coletivos de criação, as principais características do trabalho teatral em grupo, desde suas primeiras manifestações, nos anos de 1960, até os dias de hoje.

Em Não mais reconhecer-se, eis a questão, Ana Kfouri relata seu encontro com a obra de Valère Novarina e com seus personagens-palavra, o que a estimulou a criar o espetáculo Esfíncter, em 2006.

As relações de fratura e desconexão entre texto e cena são tematizadas por Ângela Materno em Isto não é um espetáculo: considerações sobre dramaturgia contemporânea, a partir de obras de Novarina, Peter Handke e Gerald Thomas.

A dinâmica tensa entre a tradição e a ruptura, característica do texto teatral contemporâneo, é abordada por José Da Costa em Des-continuidades do presente: questões de dramaturgia, por meio da análise de espetáculos de Gerald Thomas, Bosco Brasil e Valère Novarina.

Aimar Labaki traça, em Eppur si muove, um amplo panorama das principais tendências do trabalho dramatúrgico na contemporaneidade, organizadas em grandes grupos segundo suas afinidades formais e temáticas.

Na seção Em foco, a arquivista Márcia Cláudia Figueiredo discorre sobre o acervo multidisciplinar do Cedoc/Funarte, essencial para todos os que fazem pesquisa em teatro no país.

O belíssimo livro Fotografia de palco, de Lenise Pinheiro, resenhado por Marcio Freitas, apresenta um vasto painel do teatro brasileiro nos últimos 25 anos, conjugando apuro técnico e rigor estético.

Os dramaturgos Christiane Jatahy, Daniela Pereira de Carvalho, Pedro Brício, Walter Daguerre e o pesquisador José Da Costa discutem, na mesa-redonda Dramaturgia hoje, as múltiplas relações do texto com a cena, o público e o fazer teatral.