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FOLHETIM 19

Neste número, a tônica é a dramaturgia: da análise do texto Gota d’água aos Automandamentos do dramaturgo argentino Daniel Veronese, passando pelas ressonâncias entre a obra de Cervantes e a de Velázquez, pela resenha do clássico livro Shakespeare, nosso contemporâneo, além da análise da fase carioca do diretor Adolfo Celi, que trabalhava o sentido do texto em chave, por assim dizer, musical. Além disto, Denis Guénoun refaz, em Contágio e purgação, a genealogia do ódio ao teatro, compreendido como desencadeador de emoções que não consegue controlar, e a contrapõe à tese aristotélica do teatro como ocasião da prazerosa experiência do conhecer, com o qual dialoga o pensamento de Brecht. A seção Arte in cena homenageia Sergio Britto por seus 80 anos, em sinal de agradecimento à sua imensa dedicação ao teatro. Na seção Em foco o grupo Egrégora conversa com o ator Sotigui Kouyaté, que há vinte anos trabalha com Peter Brook no CICT e que esteve recentemente no país para alguns workshops. Nas entrevistas deste ano, Folhetim decidiu focalizar companhias de teatro, suas características, seus problemas, sua trajetória. Abrimos a série com Eduardo Tolentino de Araújo, diretor do grupo TAPA, que há 25 anos produz teatro da melhor qualidade, circunscrevendo, com seus espetáculos, as principais questões da contemporaneidade estética e social.